maio 17, 2007
Magníficos dias atlânticos pt. II
maio 16, 2007
Uma das melhores coisas que me aconteceu depois de me mudar para a minha casa é que posso usar o eléctrico tantas vezes quantas me apetecerem porque a paragem é praticamente à minha porta. Hoje foi andar até não aguentar mais ser esmagada por gordas turistas alemãs ou por velhas que ainda trazem posto o avental com que amanham o peixe, foi explicar se estavam no sentido certo, foi apanhar sempre o eléctrico à rasca, correndo uns metros para não o deixar fugir. Conto quatro viagens sob um calor mais típico de Julho do que de Maio, a temperatura apenas suportável porque as janelas iam todas abertas. Mas o que eu adoro andar de eléctrico... *suspiro*
E começo a temer pelo dia de amanhã. Hoje já foi o que foi e estou longe de me conseguir mexer, portanto amanhã tenho que proteger-me. Planeada está uma ida à praia (desculpem-me os trabalhadores, mas tinha mesmo mesmo que o dizer!) porque toda a gente me anda a falar nos trinta graus que vão estar amanhã. Vamos lá a ver se não me deixo enrolar por uma onda...
maio 14, 2007
Retrato de uma segunda-feira
Cheguei ao trabalho e nem tive tempo de organizar as coisas: fui logo arrastada para uma sala de formação para o meu discurso. Que nem foi um discurso mas que me saiu quase perfeito: fui concisa e falei apenas sobre o essencial, com um discurso lógico, ideias perfeitamente encadeadas. Só as minhas mãos me podiam denunciar porque tremiam como varas verdes. Tremiam muito mas o meu olhar era firme e decidido. Portanto, não despedi ninguém porque nem autoridade tenho para isso. Mas discursei bem p'a caraças.
Um colega levantou-se, veio até ao meu lugar de propósito e perguntou-me O que é que se passa contigo? e eu pensei que as olheiras até ao pescoço me tinham denunciado. Nada, não tenho nada mas porquê?, respondi e perguntei eu. É que estás diferente... Pareces mais nova, mais fresca. De certeza que não se passa nada?, continuou ele e eu, de olhos muito abertos, Erm... Não... Mas jovem e assim? E ele, antes de voltar rapidamente ao lugar, diz Não sei o que é mas acho que te faz bem. Eu também não sei o que é mas parece que faz efeito.
Hoje dei um murro virtual numa mesa virtual e decidi que já é tempo de voltar a cozinhar. E não vale mais fazer a mesma lasanha de salmão de sempre ou aquela massa com brócolos e bacon. Portanto, hoje vai sair um pratinho típico que é uma maravilha.
(Se calhar até sei o que é - é fazer o que me dá na gana, sem medos e sem preocupações. Não existe um passado atrás de mim nem existe um futuro pelo qual esperar. Existe é o agora e o resto que se lixe.)
Os meus colegas são fofos!
maio 13, 2007
Shortbus (ou da liberdade para sentir)

Um dia li Quero entupir os meus sentidos contigo e agora esta frase faz muito mais sentido. Estamos imersos num mundo de sensações, somos estimulados continuamente sem sequer darmos conta, temos os sentidos adormecidos. Quase todas as personagens do filme sofrem deste bloqueio e procuram no sexo, no prazer carnal a redenção. Não interessa se nos sentimos uma ilha ou se sentimos que do outro lado não há ninguém a ouvir - enquanto o nosso corpo puder sentir outro(s) corpo(s) haverá sempre esta espécie de retorno. É como se o sexo nos pudesse provar que estamos vivos - aqui estás, despida dos males do mundo, com os sentidos concentrados noutro corpo nu igual a ti, dá a ti mesma a possibilidade de te arrepiares.
Como tantas outras pessoas, as personagens do filme fogem do seu isolamento, da sua incapacidade em sentir, da impossibilidade de fazerem parte de alguma coisa maior. O sexo não as torna mais normais ou não lhes devolve a paz que procuram. Mas enquanto a pele toca outra pele, enquanto se beijam de olhos abertos, enquanto suam nada mais tem que fazer sentido. Esse momento é o sentido. Somos todos perigosamente iguais - abandonamo-nos por momentos, à espera de uma revelação. Ela chega e, depois de breves segundos, volta tudo ao que era. A sensação de satisfação nunca permanece mas, durante esses instantes, somos felizes a acreditar que aquilo é tudo o que existe. E não é?
Digamos que...
maio 10, 2007
a pessoa em questão não cumpre os seus objectivos de produtividade, não chega a horas, passa a vida distraído, sabe fazer reivindicações mas não pretende cumprir com os objectivos estabelecidos pelo departamento, estás prestes a não ver o seu contrato renovado.
O meu estado de espírito é este:
apetece-me mostrar mais firmeza e determinação e testar os meus próprios limites mas não quero tornar-me numa pessoa insensível às pessoas e sensível aos números. Tenho a oportunidade de falar com a pessoa sobre coisas que há muito me incomodam mas não quero desviar-me do propósito da conversa, sob pena de dizer mais do que quero.
Ouvi um dia dizer que, quanto mais alto se sobe, mais sozinho se está. Ouvi que não há amigos no trabalho, que as pessoas precisam todas de se fazer à vida. Neste momento, eu estou no meio de uma equipa que me mantém bem disposta o dia todo, que me faz rir e que, mesmo com todos os problemas que já ali vivemos desde há um ano para cá, tem aguentado a barra. Acho que não me apetece ainda passar para o outro lado e ser fuzilada com olhares ou ser considerada totalitária ou ser simplesmente ignorada. Não vou fugir à minha responsabilidade mas vou pensar muito, mas muito bem quando é que quero dar o próximo passo em frente. Não será em breve.
(já vou sentindo falta de fazer zapping mas não há pachorra para o Mundo)
maio 08, 2007
Está decidido.
maio 06, 2007
Senhor dos Aflitos
maio 05, 2007
Da simplicidade
maio 02, 2007
Porque é que...
maio 01, 2007
E só porque agora é mesmo oficial...
let down and hangin' around
O rapaz moreno está à porta mas não me vê sair. Subimos as ruas com cuidado, tentando não escorregar na calçada molhada. Deito-me cansada e confusa, já sei que vou sonhar. Francamente, devia andar mais vezes na rua.
abril 30, 2007
Capuchinho Vermelho

abril 28, 2007
Pure Pleasure Seeker*
* título roubado aos Moloko.
abril 26, 2007
*
abril 25, 2007
About life defining moments *
abril 23, 2007
[modo Lisboa: on]
abril 22, 2007
25 dele
abril 19, 2007
Magníficos dias atlânticos
As imagens são minhas, a música chama-se Sanvean e é da Lisa Gerrard e o título é descaradamente roubado a uma música dos Ban.
abril 16, 2007
Distractions (ou sobre noites já quentes)
abril 14, 2007
Para começar as férias em beleza...
abril 13, 2007
[modo trabalho: off]
abril 11, 2007
Agora que foi retomada a normalidade da transmissão...
abril 10, 2007
To whom it may concern.
abril 09, 2007
Já não preciso esconder-me?
Dr. Karev: For a kiss to be really good, you want it to mean something. You want it to be with someone you can't get out of your head, so that when your lips finally touch you feel it everywhere. A kiss so hot and so deep you never want to come up for air. You can't cheat your first kiss. Trust me, you don't want to. Cause when you find that right person for a first kiss, it's everything.(um fim de semana inteirinho com chuva, muito frio e carradas de episódios de mais séries ainda por ver. uma incapacidade de não me relacionar/emocionar/sonhar com todos. umas mini-férias em que a ideia ar livre nunca existiu e a ideia noitada vai subsistir até hoje. quatro dias longe do trabalho a pensar onde vou descansar a cabeça nas férias que aí estão. dez minutos para inventar uma teoria sobre a forma como preenchemos o nosso coração. mais um momento de tristeza quando olho para a débil conta bancária. tentativa de escapar a uma menina que me quer conhecer à volta dum café. fuga das coisas importantes que me atravessam o caminho. deficiente digestão desta época a que chamaram Páscoa.)
abril 07, 2007
Não foi para este Sábado que acordei.
abril 06, 2007

(É esta senhora. Que é gira e tem uma força de vontade do tamanho do Universo. E a quem reconheço ainda grandes qualidades de tasqueira.)
abril 02, 2007
Auto-retrato breve *

Invades-me e eu deixo de existir.
Um dia quero voar e não regressar mais.
Os teus olhos presos nos meus.
Sou mediterrânea e morena, sou do Sul e do Sol.
Boa mesa, boa cerveja, bons amigos.
* e incompleto e vago e simplista mas não menos verdadeiro.
Aos Domingos ao Sol
março 29, 2007
Se me querem ver contente nestes dias, é levarem-me a ver um chick flick. E então se tiver assim um tipo já com rugas, sorriso impecável, sotaque de cavalheiro britânico e um toque de anca fenomenal, ainda melhor. Se ainda juntarmos uma miúda que é do tipo linda-sem-precisar-ser-deslumbrante, música ao som da qual é impossível não bater o pé e uma história boy-meets-girl com a dose ideal de lamechice, então tenho a tarde feita. E não, não é preciso que o filme seja uma obra-prima. Nem sequer é preciso que seja um grande filme. Só é preciso que me faça sentir bem.março 27, 2007
Às vezes acontece-me.
março 21, 2007
20
março 18, 2007
- E se eu fosse um peixe-lua?- Então eu seria uma faca bem afiada, rasgando-te durante quatro longas primaveras.
[Peixe Lua passou ontem na 2:. Acho que agora percebo porque é que tu gostas tanto do filme.]
março 17, 2007
Aos Sábados ao Sol
março 16, 2007
Münster lädt ein! *
março 11, 2007
março 10, 2007
As noites na Quina das Beatas II
Como sempre, tive vontade de escrever naquela hora. De dizer a melancolia que me ataca sempre que ouço estes acordes, sempre que ouço estas (poucas) palavras. E então se fingirmos que vale tudo e que as coisas nunca mudaram? E o que vai acontecer se eu confessar a minha falta de aptidão para ver além de ti? E se eu tivesse para te dizer todas estas notas, ordenadas desta maneira exacta e brutal, nesta amálgama de sons e de coisas que eles sentem enquanto estão a tocar? Mais ninguém na sala sente isto da mesma maneira dolorosa que eu sinto. Ninguém sente dor. Sentem apenas na pele um excesso de décibeis, um desconforto simples de resolver, uma preguiça do ouvido. Não quero mais sentir que vos ignoram e que ignoram, ao mesmo tempo, a minha dor. Sempre que vos ouvir a tocar esquecerei esta pressão de existir. Batam com violência na tarola, revirem a guitarra nesta solidão profunda que nos ataca no interior. Estamos sozinhos e gostamos. Ou não gostamos mas simplesmente não conhecemos outra maneira de sentir.
Nunca hei-de conseguir exprimir o que sinto pelos Linda Martini. Não é simpatia e não é estima. Não é solidariedade por serem portugueses. É apenas gratidão por musicarem o que eu sinto sem me perguntarem se é assim. É apenas a doce sensação de fazerem música violenta mas não para os ouvidos, apenas para os sentidos. Um dia, vou conseguir ver além deste estado final de melancolia que me abate. Eu quero engrossar as fileiras deste exército. Eu quero não sentir-me só. Por enquanto ainda estou.
Os Linda Martini tocaram na Quina das Beatas, em Portalegre.
março 06, 2007
março 04, 2007
Auto-ajuda
Only meet new people . Only wear new clothes. Only give to new beggars. Only think new thoughts. Only eat new food. Only read new books. Only browse new websites. Only watch new channels. Only visit new places. Only make love to new bodies. Only buy new furniture. Only dance new moves. Only listen to new music. Only discuss new topics. Only dream new dreams.










