Não sendo daquelas pessoas fundamentalistas que acha que 2008 foi o pior ano de sempre, estava já um pouco ansiosa para que acabasse. É como se os erros e as coisas por resolver desaparecessem para sempre assim que o ano desse a volta, como se imediatamente se me acabassem as tristezas e os arrependimentos. Mas, na manhã seguinte, examinei o coração e ainda cá continuava tudo.
Mas, sentimentalismos à parte, foi uma noite à maneira *(não para todos mas isto é assim, não se agrada a gregos e troianos). Estava com gente de quem gosto, havia música daquela que não me lembra ninguém, uma muy apreciada reprodução da Mona Lisa, tanta bebida, uma feijoada de chocos deliciosa e a chuva conteve-se. Pelo meio ainda ouvi dizer que não tenho arranjo, que estou condenada à solidão, ideia que limpei como água do capote. E houve amigos que fugiram, outros que dormiram cedo mas ficou sempre gente boa com quem conversar. Não pedi nada à passagem da hora, nem para mim, nem para ninguém. Em podendo, é cumprir as resoluções.
Feliz Ano Novo!
* outras impressões aqui.