janeiro 03, 2011

Cá estamos!

É verdade, o ano novo já cá canta e desta vez não foi preciso recuperar da festa. Foi sem dúvida uma passagem de ano absolutamente diferente, especialmente se pensar nos últimos anos. Pensei mais na comida que ia fazer do que na bebida que tinha que comprar, tive a certeza de ir festejar no sítio confortável (nada de fumo, nada de tabaco, nada de frio, apenas o conforto duma casa e duma família amiga de três) e sabia, à partida, que este ano tinha sido feliz sem precisar de grandes momentos de introspecção.

É claro que o Vicente alterou toda a logística e fomos carregados com a espreguiçadeira para que ele pudesse ir descansando. Podemos dizer que se portou à altura, sem grandes birras, só o choro normal antes das mamadas, que este rapaz quer as coisas à hora que entende e quer que elas aconteçam já! Comemos bem, sem pressas e eu fiquei toda contente com o cheesecake de ricotta que levei. Comemorei com muito sumo de laranja, não provei o champanhe e também abdiquei das passas - os desejos pedem-se mesmo sem elas e, de qualquer maneira, o meu único desejo para este ano é que possamos viver os três tão felizes como até aqui. Vimos mais de dez fogos de artifício (uma varanda brutalmente desafogada em Paço d'Arcos tem destas coisas!) e regressámos a casa antes do Vicente acordar para mamar. É claro que tenho saudades de sair e dançar e esquecer-me que tenho esta responsabilidade gigante mas compensadora que é ter um filho. Mas o tempo passa e, mais cedo ou mais tarde, vou-me permitir essa nesga de liberdade. Por agora, desejo-vos um Feliz Ano Novo, independentemente de crises ou da austeridade anunciada. Que possamos, pelo menos, ser positivos e optimistas acerca do futuro que aí vem.