junho 15, 2012

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Houve dias em que pensei que ficaria irremediavelmente sozinha. Dias de luta contra lençóis, casas em silêncio e alguma raiva. Em tempos acreditava que era esse o meu propósito, deixar de estar sozinha e via em todo o lado o amor que me faltava a mim e confundia distracções com coisas a sério. Somos feitos a acrditar que será sempre esse o nosso maior feito (e, quem sabe, talvez seja...): sermos aceites incondicionalmente, sermos alguém por quem valha a pena esperar e lutar, termos alguém à nossa espera quando o dia chega ao fim. Passei tantos dias a achar que não estava à altura, a achar que não valia a pena, a forjar desculpas para o maior falhanço que me podiam apontar. Mas depois aprendi a gostar de estar sozinha, a ter que cozinhar para um, a ter as manhãs de Sábado para um pequeno-almoço grande e um jornal, a ter jardins e miradouros à minha espera sem companhia.

Às vezes, como num flashback, essa sensação de vazio regressa.

4 comentários:

M de M disse...

acreditas que estava a pensar nisto:: Sou uma sortuda do caraças, porque encontrei o melhor pai para a minha filha e encontrei a minha melhor (e única) metade...e não é por isso que tenho momentos em que só me apetece estar só...

Beijos, muitos

Pedro disse...

Bingo!

mafaldinha disse...

Só tu consegues sempre expressar aquilo que me vai na alma. Obrigada amiga, espero que estejas bem por aí.
Beijinhos

Sofia disse...

Oh Mita, Death Cab <3!