julho 16, 2013

No coração da Europa, pt. 1

Aproveitando a centralidade do Luxemburgo, na semana que passou pude cumprir um sonho já velho: visitar Paris. Aventurámo-nos de carro (são menos de 400km que se fazem bem até chegarmos à área metropolitana) e escolhemos um dos hoteis mais baratos que encontrámos. Não há dinheiro para grandes luxos e afinal o importante numa viagem destas é poder respirar, saborear e sentir a cidade. Andámos muito a pé ( uns 15km em cada dia), empurrando o carrinho do Vicente pela capital francesa fora, quase sempre debaixo de uns tórridos 30 graus. Apanhámos feira no jardim das Tulherias, com direito a roda gigante e tudo; íamos morrendo de calor e desidratação no funicular para subir ao Sacre Coeur; bebemos uma bica no café da Amelie; espantei-me debaixo da esmagadora torre Eiffel; não nos demorámos muito à porta do Louvre. Muita coisa ficou por ver e experimentar e ainda sonho com o dia em que vou andar lá de baguete debaixo do braço! Mas foi o suficiente para tornar real uma cidade que fazia parte do meu imaginário romântico e para saber que é preciso voltar.
No regresso a casa, passámos um dia na Disneyland Paris para o Vicente ver o Mickey Mouse mas o gaiato ainda é muito pequenos para aproveitar bem a visita. Assim que viu o rato em tamanho real, desatou aos gritos, completamente aterrorizado com a visão da criatura e esquecendo todas as tardes em que vibra com os desenhos animados. Estava um calor que não se podia, as sombras ocupadas por famílias inteiras em descanso que tratavam de ganhar fôlego. O pior, chamemos-lhe assim, foram as lojas que nunca mais acabavam cheias de coisas giras: tu olha-me aquele pijama!, e o conjunto de copos, hã?, as orelhas temos que levar! É um templo do consumismo e, como o pai do Vicente acertamente foi dizendo, das histórias felizes que nada têm a ver com a realidade. Já eu digo que para realidade já nos basta a nossa, que não sendo miserável, ainda é sofrível e fica a vontade de regressar quando o cachopo perceber mais das coisas.

A segunda parte de viagem segue dentro de momentos...




1 comentário:

Polliejean disse...

A Inês também tem um medo de morte dos bonecos em ponto grande. Daqui a dois anos pode ser que lhes consigam dar abracinhos, mas por enquanto só mesmo atrás do ecrã :)