março 11, 2011

Ainda estou viva!

Tem sido difícil, para não dizer impossível, ter uma hora ou alguns minutos sequer para um bocadinho de lazer. Chegar a casa significa encher o Vicente de beijos, passar os olhos pelo livrinho dele, tratar das coisas para o dia seguinte, arrumar o que ficou do dia anterior e ocasionalmente até cozinhar. Depois disto chega a tarefa impossível de adormecê-lo sem crises de maior e esperar que ele fique realmente a dormir. Com isto, já passa das dez da noite e o meu cérebro está feito em papa. Não há livros ou filmes que me consigam manter acordada e pensante.

As coisas no trabalho novo oscilam entre o entusiasmante, o excesso de conhecimento e um certo incómodo. É inspirador ver tudo o que no anterior trabalho não passava de boas intenções (que ninguém tinha realmente vontade de cumprir) ser levado a sério e fazer efectivamente parte da filosofia da empresa. Os benefícios para os colaboradores são grandes e não estou apenas a falar de dinheiro: antes, da criação dum ambiente em que se pode verdadeiramente crescer e progredir com quase total autonomia ( e responsabilização). Depois, tenho aprendido tanto nestes dias, mas tanto mesmo, que as pouquíssimas horas de sono parecem sempre menos do que já são. E finalmente, temos as pessoas: gosto de algumas, com outras não simpatizo particularmente e esforcei-me por agradar a outras que não interessam a ninguém. Sinceramente, não vejo o dia de parar de achar este tipo de coisas importantes e de dar o devido valor aos outros. Continuo a achar que sou duma espécie perdida: aquela que valoriza o esforço dos outros, que tenta manter-se concentrada, que tenta aumentar o conhecimento (mesmo de coisas que aparentemente não sejam propriamente a nossa área profissional), que não sente a tentação de ostracizar sem razão. Chego à conclusão de que há muita falta de tolerância por aí e muita, muita mania que se sabe. Mas enfim, há caras simpáticas que ajudam a ultrapassar isso.

Não ajudou ao estado geral das coisas ter passado o feriado de cama, sem perceber muito bem porquê. Nem o tempo que resolveu piorar exactamente no fim de semana, embora todos os meus planos passem por recuperar da violência destes últimos dias. Vivo todos os dias à espera do momento em que a chave roda na fechadura e aqueles olhinhos se iluminam quando me vêm entrar. É mágico ter os meus homens em casa à minha espera!

2 comentários:

Helena Barreta disse...

Ainda bem que está tudo a correr bem, tirando, obviamente, as saudades do seu bebé, mas de certo que quando estão juntos compensa tudo.

Beijinhos para todos.

aryabodhisattva disse...

Trabalhar é uma coisa esplendorosa, hallellujah...!