junho 17, 2014

Memórias (para quem tem pouco jeito para o DIY)


É mesmo assim: quem não tem cão, caça com gato. Eu, já o disse algumas vezes, não tenho jeito para os trabalhos manuais. Não coso, não pinto, não construo, só me sobrou um gostinho pela cozinha. Também não tenho boa voz para cantar e para tocar alguma coisa ainda me falta o tempo e a paciência para treinar muito. Só que às vezes tenho ideias e desenrasco-me a concretizá-las, mesmo que à minha maneira.

Desta vez nasceu um livro com uma história em imagens daquilo que o Vicente tem feito, países que tem visitado, disparates e momentos doces que eu e o pai vamos coleccionando digitalmente. Eu adorava fazer muito mais: gostava de ter filmes, de lhe gravar as conversas que começam a ser longas e cheias de argumentação que só faz sentido naquela cabecinha. Gostava de lhe desenhar livros e talvez ainda possa pensar em escrever-lhe uma história mas agora interessa-me mesmo que ele possa ter objectos que lhe contem a história que é a dele e, em última análise, também a nossa. Todos nós conhecemos aquele amigo que não tem nenhum álbum ou os outros que têm tudo e mais alguma coisa mas todas as maneiras são boas e válidas para guardar recordações. Agora já abrandámos muito as fotografias porque nos primeiros tempos era literalmente demais: estávamos mesmo sempre prontos e de máquina em punho.

As ideias vão surgindo naturalmente. O primeiro livro privilegiou as palavras, este segundo fica-se pelas imagens, que também dizem muitíssimo sobre o que têm sido estes anos com ele. Reparei que não tem quase nenhuma fotografia de birras ou de momentos menos bons mas não é de maneira nenhuma intencional: acho que nunca me ocorreu pegar na máquina quando ele está a berrar desalmadamente ou quando bate os pés se não acedemos a algum pedido! E de repente já estou a pensar no que posso fazer a seguir!

5 comentários:

M de M disse...

Hum...não entendo o que o DIY ter a ver com as memórias que queremos e devemos perpetuar dos nossos filhos. Nós por cá já filmámos as ditas birras e até já fotografámos ranhocas, vá se lá perceber porquê... De qualquer forma o livro está maravilhoso, tenhas sido tu a fazer ou tenhas mandado fazer ;-)

Polliejean disse...

Não é preciso ter jeito para as manualidades para fazer coisas giras. E a tua ideia está muito gira!

Dalma disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dalma disse...

Marisa, quando os meus filhos eram pequenos nunca tive essa ideia, mesmo álbuns já comprados foram os avós que os preencheram... Tenho a certeza que o Vicente mais tarde vai adorar.
Fica mal dizê-lo mas as gracinhas que tenho escritas são só as do A. e imagina, no fundo de um caderno que eu levava para o Conselho Pedagógico! Quando as sessões ultrapassavam o tempo da minha capacidade de atenção, tinha o meu filho, então uns 4,5,6,7,8 anos e era muito imaginativo!
Depois lembrei-me de fazer os Diários de Viagem, estes ao longo doas 15 anos que viajamos pela Europa. Achei que era uma boa maneira de não esquecerem o que viam (não tivessem eles uma mãe professora!). Hoje são para mim algo de precioso!
Bjis

Anónimo disse...

Lindo, lindo, lindo!!!!!!!

Beijinhos 3x3
Fátima