dezembro 17, 2010

Das saudades que me disseram que ia sentir

Acho que é por ainda ter algumas amigas grávidas. Lembro-me de me dizerem, já quase no final da gravidez, que ainda ia ter saudades da barriguinha, para a gozar bem antes do Vicente sair cá para fora. Mas acho que naquela altura estava completamente refém dos sintomas maus da gravidez (a azia à noite, os pés inchados como balões, dores nas articulações das mãos, dores nas ancas e costas, algumas insónias) e do tamanho da minha barriga para sequer pensar nessa possibilidade. Custava-me tanto levantar-me da cama ou do sofá que a única coisa que desejava era que a barriga desaparecesse com um passo de magia.

Mas entretanto tinha amigas grávidas (uma delas já tem o seu homenzinho cá fora!) e lia blogs de outras grávidas que ainda esperam os seus bebés e não consigo evitar sentir o que posso descrever como uma pontinha de inveja (saudável, claro está!). Não é tanto do tamanho da barriga mas é daqueles momentos de expectativa, de sentir um bebé às voltas cá dentro, da vontade incontrolável de o conhecer. Ter o Vicente comigo é maravilhoso, é evidente, mas tenho saudades do tempo em que ele estava na minha barriga e em que eu idealizava o seu nascimento e crescimento. São as únicas coisas que me fazem ter vontade de voltar a ser mãe neste momento - não que não gostasse de ter mais filhos, mas ainda é muito cedo para pensar nisso. Vou-me entretendo a cobiçar as barrigas alheias!

3 comentários:

Helena Barreta disse...

O que também vai deixar saudades, e porque crescem depressa, digo- lhe para aproveitar bem todos os momentos com o Vicente, é o dar colinho, não que não se possa dar sempre colo a um filho, mas o tamanho e o peso enquanto bebés facilita, são os olhares e a contemplação entre mãe e filho, o cheirinho de bebé e tantas mais interacções, que é preciso desfrutar enquanto é tempo, é que depois vem o infantário e o colégio, a escola e todas as actividades que nos deixam menos tempo para nós, é bom vê-los crescer, é bom vê-los autónomos e é melhor ainda sentir que nos dé-mos totalmente enquanto mães, naquele período de vida dos filhos em que são exclusivamente dependentes.

Beijinhos para si e para o Vicente.

Bom fim de semana

Augusta disse...

Pois é...estou grávida, e achoq ue de tanto ouvir essa história de saudade da barriguinha e tudo o +, tô apaixonada por ela, até os enjoos (terriveis) estou tentando curtir hahaha...cada segundo...

beijos.

aryabodhisattva disse...

Quando te leio também fico com um pouco de cobiça. E receios/dúvidas pessoais. E cobiça de novo. Não sei qual ganha.