março 08, 2010

M. ainda numa espécie de limbo

Não é que tenha decidido emigrar ou hibernar de vez até que as baixas pressões e os sistemas frontais nos possam dar tréguas. Não, não me enfiei debaixo de cobertores a lamentar profundamente a duração e gravidade deste Inverno, cheia de saudades dos Marços em que já podíamos usar uma t-shirt ou ir até à praia em Carcavelos.


Não tenho ligado o computador, é apenas isso. Eu, que passava dias a fio com ele ligado, ora pirateando coisas, ora estando apenas ausente, nem sequer tenho usado o botão on/off. Também nem sequer tenho saído, já que raramente ultrapasso as dez da noite ainda de olhos abertos, capaz de raciocinar ou apenas ver os Cops. Não há nada a fazer senão aceitar este descanso auto-imposto, esta moleza absolutamente incapacitante agravada pelas drogas que me impedem de vomitar. Não é animador, eu sei, mas posso jurar que hoje me aguento melhor do que há umas duas semanas atrás. As minhas actividades de lazer têm-se resumido a duas ou três páginas do livro nas salas de espera dos hospitais ou da biblioteca da faculdade que me vai obrigar ao maior esforço de que há memória, prolongando as aulas até à meia-noite.


O meu útero anda de candeias às avessas com a minha bexiga e portam-se muito mal os dois - tão mal que nem sequer me deixam dormir e há muito que já desisti de prender o edredon debaixo do colchão porque as voltas que dou na cama desfazem toda a obra de que antes me poderia orgulhar. Já não sei se estou a criar uma borboleta ou um morceguinho mas amanhã vou espreitá-lo outra vez e a verdade é esta - mal posso esperar!

3 comentários:

Sofia Ribas disse...

boa sorte

Sophie Ribas disse...

gostava de visitar ! :D

Gaspar Garção disse...

Eu proponho que escolham, já o nome para o bebé, mas que não começe por M, já cheguam os pais... :)