março 29, 2008

Pórtiched

Portanto, o concerto dos Portishead...

Eu já sei o que os fãs indefectíveis vão dizer. Que foi um espectáculo, que foi o concerto da vida deles, que esperaram anos para vê-los, que já tardava o regresso. Eu não pertenço a esse grupo de pessoas: gosto dos Portishead mas não são a banda da minha vida nem pouco mais ou menos. Ouvi-os muito numa altura mais feliz da minha vida e por isso não os consigo associar a outra coisa senão felicidade. Mesmo que o negrume de algumas músicas (como na Wondering Stars) às vezes se imponha e faça esquecer tudo.

Gostei do concerto. As músicas com as linhas de baixo mais graves e com as batidas sujas podiam ter sido enormes mas foram só assim-assim. A escuridão continuou a ser a escuridão e a voz da Beth provou(-me) ser suficiente para encher o Coliseu inteiro. Safaram-se os três ecrãs atrás da banda que, projectando imagens ao sabor da música ou a banda enquanto tocava, ajudaram a tornar a música mais envolvente. Mas foi só isso. Gostava que tivessem falado mais com o público - afinal sempre são onze anos sem dizer olá. Gostava que ela estivesse mais tempo virada para o público do que para os músicos. Gostava que tivesse existido uma centelha de emoção. Eu não senti muita.

1 comentário:

I&U disse...

Digamos que Portishead é um grupo maravilhoso, mas que para um concerto senão existe mais trocas de emoções do que aquelas que vêm das músicas tornasse um concerto com algumas falhas. Foi o que senti.