agosto 12, 2006

Este Sábado não houve Código Da Vinci para ninguém. Limitei-me a ficar em casa, para terror e incompreensão dos meus pais. Hoje houve apenas compras, tarefas domésticas e uma alça da camisola que teimava em cair. Nestes dias de calor sinto-me como se tivesse sido atacada pela doença do sono e os meus olhos fecham-se a todo o momento, umas vezes por pura fruição do momento, outras por estarem cansados de pestanejar. Já estou dependente da ventoinha, que me acompanha neste circuito infernal quarto-sala, normalmente em velocidade média, hoje a todo o vapor. Não sei se é culpa dela ou culpa dos meus sonhos que, nas últimas manhãs, me doem os pulmões. Sinto assim um buraco, como se estivesse cansada de respirar. Já não sei muito bem o que quero: se quero que este Verão continue assim, para mal do meu sono e da minha respiração ou se quero que entre o Outono de repente e as folhas comecem a cair e todos comecem novamente a sentir a melancolia.


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Enquanto escrevo, Tom-Roman-Duris beija a mulher do seu companheiro de trabalho em De tanto bater o meu coração parou. É uma das personagens mais cool do cinema nos últimos tempos, exactamente por se sentir perdido e tentar, a todo o custo, reencontrar o caminho mais breve para voltar a ser feliz. No caso dele é a música; ainda estou para saber o que me ajudava a mim. Os planos seguintes incluem cerveja fresca e o Ipod sentada no telhado da minha casa. Porque preciso de aproveitar a vista enquanto posso, porque ali não estou para ninguém e porque ali, nos dias de céu mais limpo, até consigo ver Palmela.

5 comentários:

tiago disse...

tb tenho cá esse para ver...
fica para amanhã, depois de mais um episódio matinal do 6FU.
e palmela, fica onde? :D

Madeline disse...

Olha, já eras uma querida e me emprestavas esse filme. :)

Nunca fui a esse telhado, nem sabia q existia sequer. Ficava-me pelo terraço. Mas.. Palmela? Sim senhora, parece-me bem. E Setúbal, não? :P


Ahhh.. agora já dizes que se calhar queres o Outono. Quando eu te disse, ralhaste comigo. O Verão já não é o que era, é o que eu acho.

pita disse...

sentada no telhado? O.o

doer os pulmões n é nada bom, oh bocado d macaca! enfim..

axo q uma vez comecei a ver esse filme.. mas n sei se parei entretanto..

a ti, o q te ajudava era conseguires ler todos os livros q existem à face da terra. tenho qs a certeza. e se n fosse só isso, essa leitura toda irira ser uma das coisas q te ajudariam.

uhuh

**

M disse...

Não é exactamente o telhado, mas dá pa ficar sentada com os pés pó telhado do vizinho :D E empresto o filme com todo o gosto. Quarta?

E tu, ó tipo sem sentido de orientação, a esta hora já devias saber onde fica Palmela :P

M disse...

E sim, ler todos os livros do mundo (tendo em conta a preguiça mental em que me encontro nos últimos tempos...) seria um atalho :D