outubro 30, 2008

Rai di sabi *

Hoje almocei num sítio onde se pode dançar. Melhor do que isso: há pessoas que têm tempo e vontade de dançar durante a sua hora de almoço e que interrompem tudo para se colarem durante alguns minutos. Há tanta gente ali perto que come de pé, que espera demasiado tempo por uma mesa, que come os mesmos pratos dias a fio. Isto foi uma espécie de revelação, um testemunho apenas passado a quem realmente o merece. Eu achei fabuloso. Nem mesmo a cachupa fria sabe mal quando se tem tempo para uma morna.

(foi na Associação Caboverdeana, ali na Duque de Palmela. É um oitavo andar com uma das vistas mais deslumbrantes sobre Lisboa, discreto e bem aproveitado e muito muito concorrido. Tem música ao vivo às terças e quintas. É para experimentar e repetir com dançarinos à altura!)

* muito gostoso

7 comentários:

jc disse...

acho que acabaste de dar o melhor conselho de lazer deste ano que passa. a próxima vez que der oportunidade a lisboa de se maravilhar com a meu peso na sua calçada, vou ter de desencaminhar alguém para lá ir.

e retribuo, quando fores a casa, vai lá à vila ao repasto, passa pela casa do parque, diz que vais daqui. não danças, mas bailam as papilas gustativas.

Maria del Sol disse...

Susbscrevo, a sugestão parece-me promissora. Não sabia que existiam fenómenos destes aqui em Lisboa :)
O mais parecido a isto de que tinha ouvido falar é a Casa da Morna, em Alcântara, mas penso que o conceito não é exactamente o mesmo.

jc disse...

também já me falaram da roda de choro de lisboa, ali na baixa.

M. disse...

Estive na Casa da Morna este ano e posso garantir que não é a mesma coisa. A Associação é mesmo castiça, uma verdadeira casa de imigrantes, sem requinte. Não que requinte não seja bem vindo mas ser genuíno é mil vezes melhor :)

Anónimo disse...

e portalegre nao faz parte do roteiro gastronomico neste fim de semna ?

cespada disse...

Também conheço esse espaço, almoçei algumas vezes quando trabalhei ali perto.
Parece que caimos num outro mundo em que, de repente, todos tiram as gravatas e a formalidade do escritório e começam a dançar ao mesmo tempo que comem uma cachupa.

Nuno Guronsan disse...

Olá! Também conheço a Associação, mas apenas à noite, pois apenas fui lá jantar. Mas a vista de Lisboa numa noite sem nuvens... de tirar a respiração... Tal como a dança, que durou até às tantas, e onde dancei com mulheres dos 8 aos 80 :)

Gostei das tuas palavras. Passarei mais vezes por aqui! Até lá!